terça-feira, 22 de março de 2011

Qual a Verdadeira Natureza do Homem?

De que o homem é um ser racional ninguém duvida, mas até onde pode ir esta racionalidade? De que forma o ser humano produz ideias e quais suas relações com essa produção? Isto é, está condicionado as suas vivências e experimentações no mundo exterior? Ou tem mais relação com a sua subjetividade e seu mundo exterior? Até que ponto o mundo interior influencia o exterior e vice-versa?
Questões essas, nos fazem pensar a respeito do objetivo do homem neste mundo, se é que há algum.
Tudo o que existe no mundo, pelo menos na aparência sugere ter um objetivo. Mas para o homem essa relação não se dá. Existe algo no homem que o faz diferenciar-se de tudo o que existe, pois este tem consciência de sua própria consciência e existência, o que faz com que produza inúmeras respostas para a sua existência. A verdade, desta forma, fica muitas vezes dentro apenas do aspecto da opinião, na qual as pessoas querem crer ser verdade.
Os céticos nos dizem que apesar de sua racionalidade, o homem, não pode chegar a compreender o mundo em sua totalidade, já que este se encontra limitado, tanto pela sua cultura, quanto pela própria crença de que sua racionalidade é precisa. Desta, concluímos que não há comportamento preciso na vida dos homens, por isso são homens, necessitam do erro e da busca.
A história do homem é a historia de uma busca, esse é o sentido de suas vidas, a busca eterna pelo verdadeiro conhecimento; sem essa busca o homem se põe em inércia, mas mesmo em “movimento” este nunca chegará a lugar algum, o seu fim é estar sempre em movimento.
Assim como o homem, o mundo também não possui nenhum objetivo nobre, nem outro qualquer. O mundo não possui nenhum objetivo finito; o mundo só pode ser interpretado na sua falta de finitude; em uma consequência do caos. O caos fez este mundo. E o homem é representação deste mundo. O homem só pode ser visto como representação, nunca como um fim, ou como uma criatura feita para ser feliz por um Ser superior.