quinta-feira, 16 de junho de 2011

MOVIMENTOS SOCIAIS NO CAMPO: UMA ANÁLISE HISTÓRICA

Jaime Ribeiro Lopes – Faesf
Lydiane Sampaio Aragão – Faesf

Esta pesquisa buscou analisar os principais movimentos sociais da realidade brasileira, no que diz respeito a sua constituição e legitimação e promulgação de uma nova ideia social no campo. E discutir as ações de reafirmação valorativa do campesinato, através de discussões conceituais de inúmeros autores que tratam da temática.
Como procedimento metodológico o trabalho e/ou pesquisa propõe discutir conceitos de inúmeros autores que tratam da temática, através de pesquisa bibliográfica em livros, revistas, sites e documentos oficiais.
Durante a pesquisa bibliográfica identificou-se que no Brasil a questão agrária sempre foi um problema muito sério a ser pensado, possuindo inúmeras conotações no cenário nacional frente às lideranças políticas. Os movimentos sociais no campo são dos mais variados segmentos, com objetivos e características diferenciadas, e com distintas realidades. Torna-se necessário para sua real análise primeiro discutirmos o termo movimentos sociais, depois caracterizarmos esse termo em relação ao campo.
Os movimentos sociais são entendidos na visão de Gonçalves (2005) como sendo resultado de determinadas condições sociais de existência que se apresentam na história e no espaço. Exigindo dos agentes sociais uma tomada de postura frente a essa nova realidade, geralmente de problemas e dificuldades de se inserirem como pessoas economicamente ativas e que possua direitos de escolha na esfera política e social. Já Feliciano (2006) nos diz que só podemos compreendê-lo como “uma ação coletiva na perspectiva de caminhar para um processo de mudança”.
É nesse sentido que vamos trabalhar os movimentos sociais, compreendendo suas relações com a realidade política nacional e global, que favorecem determinados segmentos em detrimento de outros. Sabemos que na atual conjuntura global, o que são considerados são os grandes empreendimentos no setor rural, favorecendo o agronegócio e o grande proprietário. Desta forma, o pequeno proprietário vive sujeito a políticas publicas que não favorece a sua atividade, fazendo com que muitos percam suas terras para a especulação financeira, que acontece com a terra.
Ariovaldo Umbelino de Oliveira aponta para a seguinte ideia: os movimentos sociais no campo não é fruto do nosso tempo, “são, isto sim, uma das marcas do desenvolvimento e do processo de ocupação do campo no país” (p. 15) e que os primeiros a sentirem a ação de mutilação de suas comunidades foram os índios, sofrendo por conta da ambição de terra por parte dos colonizadores.
Mattos Neto (2006, p. 98) nos diz que a industrialização da agricultura, fez com que ocorresse “a transformação nas relações capitalistas no campo, onde, por exemplo, o colono transfigurou-se em bóia-fria, agravou-se o conflito entre posseiros, grileiros, proprietários, índios e quilombolas, etc”.
No processo de luta dos movimentos sociais no país, outra característica presente nos é a violência, tanto a física, quanto a moral, geralmente representada pela mídia, que não está imune a preconceitos ideológicos e partidários. A grande mídia na maioria das vezes, e não de forma impensada, associa os movimentos sociais a vandalismo e barbárie (FILICIANO, 2006). Entre exemplos da violência no campo, podemos citar Palmares (Alagoas), Canudos (Bahia), a Guerra do Contestado (Paraná e Santa Catarina) e mais recente a morte de Chico Mendes (Acre).
Desta situação histórica e social, de interesse e de conflitos, surge a luta no campo, reivindicando o direito à terra, como também os direitos sociais historicamente construídos. Surgem assim, os movimentos sociais do campo, que contribuiu e contribui para a mudança no espaço rural do Brasil. Desta nova dinâmica neste espaço, aparece o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), como também reivindicações de comunidades tradicionais, quilombolas, sindicatos, entre outros.
No Brasil podemos então perceber que no espaço rural, os movimentos sociais são bastante significativos e que apesar de não terem alcançado seus objetivos, lutam e firmemente permanecem na batalha, contra grileiros, o agronegócio, e as políticas do Estado, que terminam por favorecer o grande proprietário. E na conjuntura atual identificam-se os seguintes atores de transformação do espaço rural, ou movimentos sociais, como queiram chamar: “a luta das nações indígenas, dos posseiros, dos peões, dos camponeses subordinados, dos desapropriados nas grandes obras do Estado, dos ‘brasiguaios’, dos sem terra, e a luta dos trabalhadores bóias-fria” (Oliveira, 1994, p. 95).
Nesta configuração os movimentos sociais são em numero bastante expressivo e possuem as mais diversas bandeiras de luta, mas o que eles tem em comum é a perspectiva de mudança e uma crença na possibilidade de uma sociedade mais igual, que respeite o direito a vida que todos possuem.

terça-feira, 22 de março de 2011

Qual a Verdadeira Natureza do Homem?

De que o homem é um ser racional ninguém duvida, mas até onde pode ir esta racionalidade? De que forma o ser humano produz ideias e quais suas relações com essa produção? Isto é, está condicionado as suas vivências e experimentações no mundo exterior? Ou tem mais relação com a sua subjetividade e seu mundo exterior? Até que ponto o mundo interior influencia o exterior e vice-versa?
Questões essas, nos fazem pensar a respeito do objetivo do homem neste mundo, se é que há algum.
Tudo o que existe no mundo, pelo menos na aparência sugere ter um objetivo. Mas para o homem essa relação não se dá. Existe algo no homem que o faz diferenciar-se de tudo o que existe, pois este tem consciência de sua própria consciência e existência, o que faz com que produza inúmeras respostas para a sua existência. A verdade, desta forma, fica muitas vezes dentro apenas do aspecto da opinião, na qual as pessoas querem crer ser verdade.
Os céticos nos dizem que apesar de sua racionalidade, o homem, não pode chegar a compreender o mundo em sua totalidade, já que este se encontra limitado, tanto pela sua cultura, quanto pela própria crença de que sua racionalidade é precisa. Desta, concluímos que não há comportamento preciso na vida dos homens, por isso são homens, necessitam do erro e da busca.
A história do homem é a historia de uma busca, esse é o sentido de suas vidas, a busca eterna pelo verdadeiro conhecimento; sem essa busca o homem se põe em inércia, mas mesmo em “movimento” este nunca chegará a lugar algum, o seu fim é estar sempre em movimento.
Assim como o homem, o mundo também não possui nenhum objetivo nobre, nem outro qualquer. O mundo não possui nenhum objetivo finito; o mundo só pode ser interpretado na sua falta de finitude; em uma consequência do caos. O caos fez este mundo. E o homem é representação deste mundo. O homem só pode ser visto como representação, nunca como um fim, ou como uma criatura feita para ser feliz por um Ser superior.